Observatório Social de Cascavel

18 ANOS EM MOVIMENTO: NÚMEROS QUE AJUDAM A CONTAR ESSA HISTÓRIA

18 de agosto de 2026

18 ANOS EM MOVIMENTO: NÚMEROS QUE AJUDAM A CONTAR ESSA HISTÓRIA

Os números não contam toda a história do Sistema OSB, mas ajudam a dimensionar a escala que uma iniciativa baseada em voluntariado, participação cidadã e cooperação institucional alcançou ao longo de sua trajetória.

Hoje, o Sistema OSB reúne mais de 3 mil voluntários, atua em mais de 100 municípios, com Observatórios municipais, regionais e estaduais, como o Observatório Social de Santa Catarina, e mantém presença em 12 estados brasileiros. O mapa institucional indica que hoje, em ação coordenada, os Observatórios Sociais filiados ao Sistema OSB estejam impactando a vida de mais de 50 milhões de pessoas com ações de transparência pública direta e projetos educativos de cidadania, além do fomento ao pequeno negócio nos municípios brasileiros.

Um dos indicadores históricos mais expressivos está registrado pelo próprio OSB no período de 2013 a 2025: a atuação dos voluntários contribuiu para uma economia estimada em mais de R$ 6 bilhões aos cofres municipais. O dado demonstra a dimensão econômica que o controle social pode alcançar quando realizado de maneira organizada, técnica e preventiva.

OS RESULTADOS CONTINUAM APARECENDO NO PRESENTE

Somente em 2025, 41 unidades do Sistema OSB monitoraram 6.153 processos de licitação. Este acompanhamento, realizado antes da fase de disputa, contribuiu para uma economia superior a R$ 9 milhões, a partir de correções, recomendações e ajustes realizados antes da contratação e da divulgação dos editais para o maior número de empresas de cada cidade.

Mas o trabalho dos Observatórios não se resume às licitações. Ao longo da trajetória do sistema, a atuação também alcançou educação para cidadania, voto consciente, estímulo à participação social, incentivo à participação de micro e pequenas empresas nas compras públicas, monitoramento de transparência, integridade e ações de formação e capacitação.

Em 2024, por exemplo, o sistema registrou a continuidade de ações de educação para cidadania e voto consciente, iniciativas voltadas ao público infantil por meio do Projeto Observador Mirim, novas conexões para a criação de observatórios e uma agenda de encontros estaduais voltados ao compartilhamento de experiências entre unidades.

Somente o Projeto Observador Mirim, criado originalmente pelo Observatório Social de Brusque/SC e compartilhado por outros observatórios, já impactou de forma direta mais de 20 mil alunos do ensino fundamental e, de forma indireta, diretores de escolas, professores, pais, irmãos de alunos e outros tantos, levando a eles iniciativas de educação fiscal, financeira e cidadania, tudo gratuito, graças aos voluntários e às instituições parceiras.

Em outra frente, o Pacto pelo Brasil, iniciativa do Sistema OSB, consolidou–se como espaço de conexão entre sociedade, setor público, iniciativa privada, especialistas e academia. Disponibilizado gratuitamente à sociedade em todas as edições, esse é o principal evento do Brasil conectando controle social, inovação para as cidades, transparência pública e cidadania. O Congresso Pacto Pelo Brasil já conectou mais de 10 mil pessoas, inscritas entre o formato presencial e digital. São pessoas que retornam para suas cidades inspiradas pela causa da justiça social.

Há também um número que talvez seja impossível de contabilizar com precisão: a quantidade de pessoas que passaram a olhar para a gestão pública com mais atenção porque encontraram, em sua própria cidade, um espaço para participar. Esse é o patrimônio invisível dos 18 anos do Sistema OSB.

Porque o resultado de um observatório não está somente no valor que deixou de ser desperdiçado. Está também no cidadão que aprendeu a fiscalizar, no voluntário que decidiu participar, na empresa que passou a compreender melhor as compras públicas, no estudante que descobriu o significado de cidadania e na cidade que percebeu que controle social pode ser exercido de maneira técnica, respeitosa e colaborativa. Os números mostram escala, mas são as pessoas que veem, atestam e explicam o impacto.

VOLUNTARIADO: A FORÇA QUE MOVE O SISTEMA OSB

Celebrar os 18 anos do Observatório Social do Brasil é também celebrar as pessoas que tornam essa história possível. O voluntariado é uma das principais forças propulsoras do Sistema OSB e está presente na essência de cada Observatório Social: cidadãos que dedicam tempo, conhecimento, experiência e disposição para contribuir com suas comunidades e fortalecer uma sociedade mais participativa, transparente e consciente. No dia 28 de agosto, Dia Nacional do Voluntariado, essa contribuição ganha ainda mais significado, reconhecendo homens e mulheres que escolheram transformar parte de seu tempo em participação e cuidado com aquilo que é de todos.

Ao longo de 18 anos, milhares de pessoas ajudaram a construir e fortalecer essa rede. São voluntários que acompanham informações, analisam processos, participam de ações, compartilham conhecimento e mobilizam outros cidadãos. Também no dia 28 de agosto o OSB celebra seus 18 anos, mas quem dá vida a essa história são as pessoas.

A cada voluntário que chega, a cada experiência compartilhada e a cada cidadão que decide participar, a rede se fortalece, conecta cidades e amplia o impacto de uma causa que pertence a toda a sociedade.

PARCERIAS QUE TRANSFORMAM BOAS INTENÇÕES EM RESULTADOS

Nenhuma rede de participação social cresce sozinha. Ao longo de seus 18 anos, o Sistema OSB aprendeu que a força do controle social aumenta quando diferentes competências se encontram em torno de objetivos comuns. Por isso, as parcerias institucionais ocupam lugar estratégico na história do Observatório Social do Brasil.

No âmbito nacional, essas alianças permitem aproximar a sociedade civil organizada de instituições que possuem conhecimento técnico, dados, instrumentos de controle, capacidade de formação e experiência na gestão pública.

Um exemplo muito forte é a conexão entre o Sistema OSB, os Observatórios Sociais nas cidades e a imprensa. Hoje, os jornalistas brasileiros podem confiar de forma segura e íntegra nos estudos, nos apontamentos ou mesmo no âmbito confiável de uma fonte para temas como combate à corrupção, transparência, ética e integridade nas relações entre o poder público e a iniciativa privada.

Outro exemplo marcante é a parceria entre o Sistema OSB e os Tribunais de Contas. A cooperação deu origem, entre outras iniciativas, à Força–Tarefa Cidadã, projeto que articula voluntários, Observatórios Sociais, Tribunal de Contas da União (TCU) e órgãos oficiais de controle, para estimular o acompanhamento de portais de transparência e obras públicas. Os acordos de cooperação técnica firmados entre Tribunais de Contas e Sistema OSB também preveem treinamento, intercâmbio de conhecimento e ações de controle e participação social.

Outra dimensão importante está na aproximação com instituições voltadas ao desenvolvimento econômico e social. O Sebrae, por exemplo, mantém uma relação de parceria com o Sistema OSB em iniciativas relacionadas aos pequenos negócios, empreendedorismo e desenvolvimento dos municípios, com destaque importante dos Observatórios Sociais nas contratações públicas, fazendo com que o recurso do município permaneça circulando na economia local ao adquirir bens e serviços das empresas da cidade.  

A cooperação também aparece em iniciativas de educação, integridade, tecnologia, proteção de dados, sustentabilidade e qualificação, em parcerias com os Conselhos Federais de Contabilidade e Administração, os Conselhos Estaduais de Engenharia e Agronomia (CREA’s), o Sicoob Central Unicoob do Paraná e a Bolsa Brasileira de Mercadorias.

Na agenda do Sistema OSB, parceiros contribuíram para iniciativas nacionais e conteúdos destinados à sociedade. O sistema registrou parcerias que ajudaram a ampliar a programação do Giro OSB no YouTube, com 2 temporadas incríveis, e outras ações de formação, como a de 2025 e 2026, com oficinas para temas de licitação.

Mas existe uma dimensão ainda mais importante: a parceria nacional precisa se transformar em resultado local. Para um Observatório Social de uma cidade, uma parceria com uma associação comercial, uma universidade, um sindicato, uma entidade empresarial, um conselho profissional, um veículo de comunicação, uma instituição de ensino ou uma organização da sociedade civil pode significar acesso a conhecimento, voluntários, espaços, comunicação, recursos, tecnologia e, principalmente, legitimidade social para ampliar sua atuação.

É nessa conexão entre o nacional e o local que o Sistema OSB encontra uma de suas maiores forças. O OSB pode articular uma parceria nacional. O Observatório local pode transformá–la em uma ação concreta na sua comunidade.

O conhecimento pode nascer em Brasília, Curitiba ou em qualquer outro centro de referência, mas é na cidade que ele ganha realidade. Uma palestra chega à escola. Uma metodologia chega ao voluntário. Uma ferramenta chega ao observatório. Uma informação chega ao cidadão. Uma experiência de uma cidade chega a outra. E, assim, a parceria deixa de ser apenas uma assinatura em um documento e passa a ser uma ponte para produzir resultados.

A própria atuação do Sistema OSB é estruturada sobre essa lógica de rede: o OSB coordena, capacita, oferece suporte técnico e estabelece parcerias estaduais e nacionais para fortalecer as ações realizadas pelos observatórios locais.

Ao completar 18 anos, portanto, o Sistema OSB também reconhece aqueles que caminharam ao seu lado. Parceiros não são apenas aqueles que apoiam financeiramente uma iniciativa. São instituições, empresas, imprensa, profissionais, universidades, órgãos públicos, entidades e pessoas que compreendem que uma sociedade mais íntegra, transparente e participativa é uma construção coletiva.

E essa talvez seja uma das mensagens mais importantes para os próximos anos: se os primeiros 18 anos mostraram que uma cidade pode inspirar outra, os próximos precisam mostrar que uma rede de cidades pode transformar a maneira como o Brasil participa, acompanha e cuida dos recursos públicos e como eles são investidos em favor do cidadão.

O futuro do controle social não será construído por uma única instituição. Será construído por redes, por pessoas, por conhecimento compartilhado, por boas práticas que atravessam fronteiras e por parcerias que transformam capacidade individual em força coletiva.

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